Ao anunciar a extensão do contrato da Fórmula 1 com o Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, na zona sul paulistana, até 2035, Stefano Domenicali, presidente da categoria, disse que manter as corridas no circuito é “inegociável“.
A declaração foi dada na manhã deste sábado (7/11), em meio ao Grande Prêmio São Paulo de 2026, durante coletiva de imprensa, que também contou com a presença de Alan Adler, CEO do GP, e de Ricardo Nunes (MDB), prefeito da cidade.
“São Paulo, o Brasil, são parte da Fórmula 1. É uma relação inegociável, que sempre foi parte da nossa vida. Portanto, a continuidade do que fizemos é uma extensão natural de algo que dá valor para o nosso campeonato, porque a corrida em São Paulo é histórica, sempre foi fenomenal e fantástica. Então, ótimas memórias, ótimas corridas”, disse Domenicali.
O presidente da F1 acrescentou que o objetivo, agora, “é olhar para frente”, e modernizar as etapas do mundial.
“A paixão, o entusiasmo, o amor pelo esporte é definitivamente algo único aqui. E, além do fato de que nós decidimos um bom plano para continuar investindo nesta pista, para permitir aos fãs, às equipes e aos corredores ter um lugar melhor onde eles possam performar”, declarou.
Ricardo Nunes também comemorou a extensão do contrato. “Nós temos aqui prefeitos de outras cidades do mundo, mas eles não vão sair daqui com contratos para suas cidades. O contrato é nosso e eles vão levar na memória o espetáculo que vamos ter em São Paulo neste final de semana”, brincou o prefeito, que fez agradecimentos a Adler e Domenicali.
“Para acrescentar, a gente teve a alegria de ter o segundo piloto brasileiro no grid, então a gente tem mais motivos para comemorar”, disse Adler, em referência à estreia do recifense Rafael Câmara no GP São Paulo de 2026.
O Autódromo de Interlagos é um dos mais tradicionais da Fórmula 1. O circuito integra o calendário da categoria mais alta do automobilismo de forma ininterrupta desde 1990 (desconsiderando o ano de 2020, em que houve pausa na modalidade em decorrência da pandemia de Covid).
Fonte: Metropoles
