A VLI deixou a operação da tradicional di Trem Turístico entre São João del-Rei e Tiradentes, em Minas, no dia 1º de setembro de 2026.
A VLI encerrou sua responsabilidade sobre a ferrovia após o término do período relacionado à concessão. A concessionária operava o trecho histórico da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas desde 1996.
A ABPF assume a ferrovia histórica
Não se trata apenas de colocar uma locomotiva novamente sobre os trilhos. Trata-se de preservar uma história, proteger um patrimônio e manter viva uma memória que pertence a todos nós.
A Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) chega à Estrada de Ferro Oeste de Minas trazendo consigo uma trajetória construída sobre princípios fundamentais: preservacionismo, valorização da memória ferroviária, conservação do patrimônio histórico, educação patrimonial e compromisso com a transmissão desse legado às próximas gerações.
Preservar não significa congelar o passado. É compreendê-lo, cuidar de seus vestígios e criar condições para que ele continue produzindo sentidos no presente e no futuro.
A EFOM não é apenas trilho, estação, oficina, locomotiva e vagão. É trabalho, técnica, paisagem, território, conhecimento, lembrança e identidade. É a memória de milhares de pessoas que fizeram a ferrovia existir e de tantas outras que, décadas depois, lutaram para que ela não desaparecesse.
As imagens desta publicação contam parte dessa trajetória: locomotivas que voltaram a respirar, ferroviários, preservacionistas e voluntários que ajudaram a transformar a memória em patrimônio vivo.
Em outubro, um novo capítulo começa…
A chegada da ABPF à EFOM é, sobretudo, um compromisso com aquilo que não pode ser substituído: a memória, o patrimônio e a história ferroviária de Minas Gerais.
